Culinary Arts #3.11 - Ponte para o Sonho


E, simbolicamente, por esta Ponte de Sor se atravessou para as férias-que-não-são-bem-férias-para-todos, considerando os estágios em restaurantes apelativos e a preparação da próxima temporada.

(Faz sentido começar um parágrafo e um texto com um "E", mesmo capital, mesmo Elegante, mesmo integrando cumplicemente o leitor numa sequência?)


Começo com um brinde.


Um brinde aos produtos que cada região produz e que têm toda a qualidade para constituir um grande orgulho para as suas gentes. A confirmá-lo, este almoço que foi uma demonstração de como o diferente também se faz com o comum; e de como, quando o comum é muito bom, tudo pode sair excepcional.

Como este sorriso de porco e nêsperas, com puré de batata doce, a abrir - sorrisos, claro - a degustação.




E esta adulto-surpresa, clara de ovo em castelo, no forno,


a revelar uma gema ainda líquida, a qual exigiu um frenesim de pedaços de pão a amparar-lhe a escorrência, numa desvairada obsessão em satisfazer a minha gula. Crocantes a topear a macieza, simplicidade a esconder a dificuldade técnica. Estas mãos aprendem e fazem-se.


Depois, um caldo de peixe de rio, a concentrar as qualidades do dito e um ravioli que só pecou por filho único. Uma certa descontracção facial a esconder a beleza interior, assim são, por vezes, as regras do mundo...


Terminou-se com um prato de rusticidade acentuada, feijões em várias aparências, a acompanhar um borrego autóctone.


E, para embelezar o palato e alegrar os olhos, variações de morango sem dó menor, boa tarde e até Outubro...


Que seja, já que o que não tem remédio, remediado fica...

Valha-me esta santa garrafa de Raposinha, que guardei, para ir matando saudades. Pena ser digital, e a duas dimensões...

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