Tapas (I)

No hipotético campeonato da sociabilidade, Portugal tem muito a aprender com os seus vizinhos de jangada. Não é que nos faltem os petiscos; falta-nos o hábito de os rodear de conversas, de caras bem dispostas, de amizade, de gosto pela vida.

Ainda ontem me referia às tascas lisboetas, lugares de culto sim, de belas experiências gustativas, mas tão cheias de melancolia lusitana Estará tão arreigada esta católica culpa pelo exercício da culpa que nos leve a obliterar o adicional prazer da companhia na degustação de um petisco?

Tapas. De tapas é que precisamos. Com amigos à volta. Porque ainda que não se partilhem prazeres os prazeres podem ser compartilhados.
Ovas (beluga para os loucos, sevruga para os slightly less loucos, ovas para os restantes...) com uma tirinha de boquerone a aconchegar
Paté de fígado, butifarra e tira de pimento
Para os estritamente vegetarianos: pesto e tomate
Chipirones on the make: juntar de seguida ovos e mexer até àquela consistência melosa que nos afina os sentidos. Sobrevoar com pimenta e aspergir com salsa muito picadinha 

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