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O lisboeta de Bourdain

Assisto aos mais recentes episódios de Parts Unknown e mais uma vez constato a absoluta raridade do gesto gastronómico que o seu autor protagonizava: apesar do sucesso aclamatório que o transformara em moda e corria o risco de o anular, Bourdain usava a gastronomia como ferramenta de descoberta, como meio e não um fim - a mesa enquanto desembaraçador de inibições, o alimento enquanto partilha, início de conversa, a cozinha enquanto espelho da relação dos locais com o seu mundo, a sua natureza, a sua circunstância.
Como o sexo, toda a vivência gastronómica deveria ser assim: não um prazer onanista, antes uma dádiva e um descobrir do outro.
Falar de gastronomia, estudá-la, partilhá-la, deveria ser igualmente essa polivisionada e abrangente forma de, olhando o outro, conhecer-mo-nos melhor.
Estou encavalitado numa cadeira recente, a uma mesa de tampo antigo, enquanto provo novidades. Do lado de fora da janela quase panorâmica, uma rua que os carros não param de descer, com um lisboeta q…

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