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Cadernos de um Enófito (1) - ReEvolução

Antigamente, era fácil começar a falar do bloqueio do artista: era a indecisão do traço que tolhia o movimento, o início do primeiro risco, da primeira palavra, do primeiro desbaste da matéria. Ou o branco. Comecemos pelo branco, a côr que  nada continha (para os que usam a fotografia digital: no branco de 1s e 0s jaz tudo, exagerando, o photoshógrafo pode ser escultor, arrancando à tela amorfa a realidade - ou uma parte dela...) e onde, paciente, desesperada, mortificadamente, o criador deixava a recriação do seu mundo.

O branco.

Estou assim há meses, quando penso - e tento decidir - começar a escrever sobre vinho. Não que tenha pretenções aos galões de enófilo (ou crítico, especialista, provador) - apenas defendo que os dois caminhos (o do alimento e o da bebida) estão longe de ser paralelas à espera de se encontrarem no infinito, sendo antes duas vias entrelaçadas das quais tudo se tem a perder quando se pretenda separá-las, caminhando seguramente a pé coxinho por uma apenas.

Deix…

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