Um talho de sonho

Ficamos tão longe, mas a tantos anos-luz que irrita.

Não somos nós-nós indivíduos que até tentamos ver mais para além do que a mera sobrevivência em cada alimento que compramos. 

Não somos nós-nós contemporâneos de toda a gente que perdeu o sentido da exigência algures entre a corrida para casa e a falta de cultura gastronómica.

Ah, mas somos nós, contemporâneos de talhos que não são este.

Estes são os nossos talhos:

Muito porco, vaca quanto baste, aves pois claro, vísceras algumas, enchidos com certeza. Preparados, já se vão vendo em alguns lados, almôndegas, um rolo recheado... oh, tão pouco quando comparado com o que podemos ver lá por fora,


mas, enfim, são diferenças... digamos de "gosto", de poder económico, de fartura.

Agora ver este talho tira-me do sério:








 Isto não é deste planeta, desta galáxia, deste universo. Isto é... bom, isto é uma bela maneira de me deixar sem palavras e com um enorme desejo de ir viver para Sidney, bairro de Woollhara que é onde este talho de seu nome Victor Church (para os que começaram logo a pensar em novo-riquismos de recém-chegado saiba-se que existe desde 1876) está instalado.

Recomendo vivamente a leitura do seu site: para além da sua qualidade, maravilhem-se com as actividades que se podem inventar para um talho providenciar (anos-luz, lembram-se?)

Quem quer ser vegetariano com uma loja destas por perto?

[NOTA: Com uma grande chapelada ao The Cool Hunter pela descoberta e pelo empréstimo das fotos]

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