Metidos no pó

Up, up and away!, dizia o Super-homem - o de Siegel-Shuster, não o do Frederico - quando, de colants, cuecas por fora e uma camisola interior que devia ser de licra para andar sempre tão ajustadinha, se lançava aos céus em direcção a mais um acidente para prevenir. Ficou a frase para além do ícone, adaptando-a muitos em busca de uma outra condição ou visão do mundo.

O mundo da restauração também parece andar assim - principalmente desde que os químicos se juntaram aos cozinheiros e começaram em alegres experiências moleculares: é um frenesim de up, up and away, terra comestível para aqui, nitrogénio líquido para ali, sólidos gasosos, líquidos gelificados... uma trip.

Uma verdadeira trip.

Descobri mais esta pérola (melhor dizendo, os seus autores é que descobriram mais esta pérola). Espargos feitos pó para cheirar.

(Fonte: Metro.co.uk)
Razão parecem ter os críticos quando dizem que a proposta pode incentivar o uso da cocaína. Parece "pó", consome-se como "pó" e custa tanto como o "pó" - 50 libras a grama?

Das virtudes, qualidades, defeitos, desiquilíbrios culinários ainda ninguém falou...

Comentários

Anónimo disse…
Pedro ha muito que não ia ao teu blog.

tem juizo , ha limites
um grande abraço
pedro

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