Uma desilusão no Linhó



Era uma promessa interessante, naquela Linhó do Chez Jules onde, quando a saudade das gálicas delicatessen aperta, sabe sempre bem ir e gasparar o orçamento.



Entrou-se acolhido pela sala vazia, pelo empregado singular e pela serena decoração.

Saiu-se uma hora e meia depois, com a mesma sala teimosamente vazia, o empregado ausente e poucas dúvidas quanto às razões de tanto abandono.



Um menu-bandeira-da-casa com boa apresentação mas gosto decrescente em abrandamento de esforço, inexplicável  face ao número de clientes (dois!) que mereceriam maior desvelo pela presença.

Um serviço que começou solícito mas rapidamente se desinteressou. Pouco atento às necessidades dos comensais (volto a frisar: dois, durante toda a noite), retirado da sala a maior parte do tempo, sem interesse em informar, a antítese do que deve ser feito para fidelizar a clientela.



Couvert e demais parafernália colocada na mesa sem solicitação, a preços completamente inflacionados face aos dos pratos principais.



Sem necessidade e sem saudades.

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