Para onde vamos?


Férias sabáticas, para começar. Limpeza das ideias, já cheias de material rejeitado e a reciclar, sobredoseadas com mais informação, extra-informação, lixo-informação.
Férias e um mês de ausência.

(Estou pronto?)

Final de mês e de ano com más notícias restaurativas, o encerramento do Tomba-Lobos a encimar a lista de todas as casas já fechadas, a corporizarem o que se teme e, como um doente condenado pelos sintomas, nos obstinamos a recusar como inevitável. Ler a História é conhecer o presente, de ecos de grandes restaurantes fechados prematuramente estão os registos cheios e, no entanto, este fechar de casas parece-se muito mais com uma encapotada e oficial condenação à morte do que com o normal correr dos tempos.

A ordem parece ser fechar tudo o que respira entre o luxo e a tasca normalizada em azulejo e alumínio. Há que reformatar a restauração em indústria exportadora e a mão-de-obra nela especializada em carne para canhão avulsa para usar barata nos amanhãs empresariais que se desejam.

Oh, apagada e vil tristeza. Precisamos de ficar remediados e de viver poucochinho, de acordo com as economistas ideias de que nos governa? Precisamos de voar baixinho, comer menus de 6 euros ou, melhor, levar de casa zébento boxes preparadas entre as novelas da véspera?

Precisamos mesmo de ser menos?

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