Culinary Arts #3.05 - Through the eye of a needle


Hoje, começo pelos bastidores, zona de detonação zero, onde tudo começa e mal pode acabar, palco antes do palco, no presente caso, palco de aprendizagem de ideias, de modos, de passos, primeiro lugar do resto dos seus lugares de profissão. Ninho e a sala de aula, recreio e exame, ar duro e ar puro. Infância sempre relembrada, com o amor a aumentar com o passar dos tempos, limada de arestas, carregada de sorrisos.


Ah, la belle epoque...



O que quer dizer o seu mestre quando me diz que esta é uma turma de futuro?


Que eu - e todos os demais comensais - o estamos a ver construir-se. Melhor: não só o estamos a ver como estamos a degustar os seus teasers.


Não, não é só a globalidade da impressão que cada prato causa e que muito agrada: são os pormenores que se introduzem em cada preparação; o cuidado de muitos dos desenhos construídos nos pratos; as pequenas surpresas trazidas por um jogo inesperado de texturas, um apontamento de côr excêntrico; a descoberta de uma nova combinação, um novo sabor.






Fosse o país um macrocosmos desta antecâmara, fôssemos todos nós tão ávidos de aprender e ensinar, reflectir e ousar, permitir e permitir-nos.

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