Às Cegas em S. Miguel, vol. 2 - O Mercado de Ponta Delgada - Frutas e legumes


Princípio de manhã cheio de interrogações, o mar e as nuvens e as cores a falarem-me de um mundo insular e atlântico, de humores frágeis, em mutação eventual. Bom tempo, mau tempo, avaliações subjectivas, antes tempo para passeios ou refúgios intra-muros, bom-dia São Miguel.



O mercado mora no intricado das ruas ponta-delgadenses. Nada de clareiras gloriosas, nem proximidades com o mar: uma implantação na ligeira colina da cidade antiga, o branco e preto de paredes e calçada, as entradas contemporâneas a ladear a central, em arco primitivo.

E depois, lá dentro, a cor.




 




















Gosto das palavras novas que me curiosam a atenção: caiotas, minhotes, araçá, coquinhos, capuchos - como me lembrou a Maria de Fátima, visitas longínquas numa ilha que é tão marcadamente atlântica como me aparece agora tropical.

Mandarinas, cujo nome me lembra a ligação das nossas laranjas à China, frutos primeiros da globalização da casa de Avis, limões galegos, com cara de brasileiras limas.

Um espaço que me questiona sobre o êxito das desumanizadas casas de vender do continente...

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