Bocca no Peixe

Inauguração, motores a aquecer nos expositores, algumas caras entusiasmadas e muito desejosas de compartilhar experiências, produtos, modos. Algumas, definitivamente a serem revisitadas para aprender mais e delas dar conhecimento.

Os vinhos, tristonhos. Pode ser da minha memória, mas parecem-me menos produtores do que em anos anteriores.

Gostei da festa que as meninas do peixe fizeram ao presidente inaugurador, as inflexões da voz do pregão tão tipicamente lisboetas e tão tipicamente desaparecidas do nosso quotidiano.

Comecei no balcão do Bocca, a prometer uma faina interessante desde que anunciou o menu para este festival.

Filete de cavala fumado num sumo de maçã verde e pickles suaves de vegetais
Nobre cavala que tão desprezada tem sido, aqui tratada com atenções de nobreza em boa demonstração das suas capacidades. Pickles para gulosos do género (eu à frente). Tenho algumas reticências quanto à dissonância dos esponsais, o sabor profundo da cavala abafado um tudo nada acima do desejável pela acidez do sumo e dos pickles. Para voltar a provar.

Xerém de berbigão e tomate
Grande prato, a prolongar com mérito a tradição. Delicioso, guloso, a pedir não um pratinho mas uma pratada que se me perdoe o desvio ao contemporâneo hábito de contenção nas doses.

Filete de peixe galo no forno com estufado de lentilhas e funcho
Outra conseguida preparação, com aprovadíssimo casamento entre o muito bem preparado peixe e o estufado no ponto. É um prato de peixe que nos transporta ... para a terra, imagino-me num bosque não muito longe da praia, em tarde tranquila a degustar o peixe apanhado pela manhã. 
(If you pardon my french.)

Houve mais, mas fico por aqui. Amanhã virá.

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